ISRAEL X PALESTINA II
Neste texto, damos continuidade à análise do conflito entre Israel e Palestina.
Na primeira parte, exploramos a origem da disputa entre judeus e palestinos.
Agora, vamos compreender como esse conflito se apresentou nos anos seguintes.
A Guerra dos 6 Dias não foi a última vez que houve conflito na região com relação à “terra prometida”.
Guerra do Yom Kippur (1973)
Em 1973, mais especificamente no Dia do Perdão judaico, houve um ataque surpresa lançado pelas nações do Egito e Síria contra Israel. Chamado de Yom Kippur, que é considerada a data mais sagrada no calendário judaico, a Guerra do Yom Kippur durou aproximadamente 20 dias e apesar do fator surpresa no ataque, Israel saiu vitorioso do conflito.
Massacre de Munique (1972)
Embora tenha origem no Oriente Médio, o conflito Israel x Palestina teve repercussões muito além da região. Em 1972, durante as Olimpíadas de Munique, 11 membros da equipe olímpica israelense foram feitos reféns por oito terroristas palestinos do grupo terrorista Setembro Negro. No total, cinco atletas, seis treinadores e cinco terroristas palestinos morreram no que ficou conhecido como Massacre de Munique.
Criação da OLP
Nesse período, houve a criação da OLP (Organização para Libertação da Palestina), fundada em 1964. Entre os muitos objetivos, um dos principais é a recuperação do território palestino. Uma das figuras mais famosas da OLP é Yasser Arafat, que também é o fundador do grupo Fatah.
Acordo de Paz entre Egito e Israel (1979)
Em 1979, Egito e Israel assinaram um acordo de paz. A aproximação da nação egípcia com Israel não foi bem vista pelas outras nações árabes, mas isso não impediu a assinatura do acordo entre os dois países. O acordo garantiu a Anwar Al Sadat, presidente do Egito na época, o Prêmio Nobel da Paz, dividido com o primeiro-ministro israelense Menachem Begin. O Estado egípcio foi o primeiro país árabe a reconhecer Israel como país.
Assassinato de Anwar Al Sadat (1981)
Em 1981, o presidente da nação egípcia foi assassinado por radicais que se opunham à assinatura do acordo de paz durante um evento militar no país. Assim, a década de 1980 começava com mais conflitos.
Surgimento do Hezbollah e do Hamas
Nessa época surgem dois grupos que possuíam um objetivo: enfrentar o Estado de Israel. Esses grupos são chamados de Hezbollah e Hamas. O Hezbollah foi criado durante a Guerra Civil Libanesa, que durou de 1975 até 1990, e onde Israel estava envolvido. Já o Hamas surge em 1987, durante a Primeira Intifada.
O que é uma Intifada?
Uma intifada, palavra árabe, pode ser colocada como uma “revolta”. Na Intifada, palestinos se organizaram para lutar contra o Estado de Israel.
Primeira Intifada
A primeira Intifada iniciou-se em 1987 e ficou conhecida como Guerra das Pedras, pois os palestinos lutavam contra os israelenses utilizando pedras. O conflito começou após vários desentendimentos, porém o que marcou o estopim foi quando um caminhão israelense chocou-se contra um ônibus que transportava trabalhadores da Palestina, causando a morte de quatro palestinos. Após isso, houve ataques intensos a bases militares e soldados de Israel. Esse conflito só cessou em 1993.
Créditos: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/07/140729_o_que_hamas_kb
Segunda Intifada
Em 2000, acontece a Segunda Intifada. O conflito começa após o político israelense Ariel Sharon ter visitado a Esplanada das Mesquitas, também chamada de “Monte do Templo”. Esse local é considerado sagrado por judeus e muçulmanos, porém a presença de Ariel foi considerada uma afronta. Essa batalha encerrou-se somente em 2005.
Terceira Intifada
Em 2017, o grupo Hamas convocou uma Terceira Intifada, após o presidente americano Donald Trump reconhecer Jerusalém como a capital do Estado israelense e oficializar a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém. Porém, essa Intifada não tomou a mesma proporção que as outras.
https://veja.abril.com.br/mundo/estados-unidos-inauguram-embaixada-em-jerusalem/
Jerusalém
Considerada uma cidade sagrada para as três principais religiões abraâmicas (Islã, Cristianismo e Judaísmo), está localizada no Oriente Médio e atualmente é controlada pelo Estado de Israel.
Segundo a fé cristã, foi em Jerusalém que Jesus Cristo pregou o cristianismo e onde ele foi crucificado. Além disso, os cristãos também acreditam que foi nessa cidade onde ele ressuscitou após sua morte.
Um dos pontos mais importantes da cidade é a Cúpula da Rocha, que, do ponto de vista religioso, seria o local que Abraão iria sacrificar o seu filho.
Para os judeus, é o local onde viveu o Rei Davi e onde foi construído o Templo de Salomão, que abrigava a Arca da Aliança, onde, de acordo com as escrituras judaicas, estão os Dez Mandamentos. Apesar do templo ter sido destruído, um muro ainda permanece de pé, conhecido como Muro das Lamentações.
De acordo com os muçulmanos, a cidade é considerada sagrada, pois de acordo com o Alcorão, livro sagrado do Islã, depois do profeta Maomé ter passado pelas cidades de Meca e Medina, ele ascendeu aos céus em Jerusalém.
Em 1947, a Organização das Nações Unidas propôs que Jerusalém não seria a capital nem dos judeus nem dos palestinos, e sim um “corpus separatum”, ou seja, um corpo separado que seria administrado pela própria ONU. Todavia, essa ideia foi majoritariamente rejeitada pelo mundo árabe e seguida pela Guerra de 1948.








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