A DOUTRINA BUSH I
O que foi a Doutrina Bush
A Doutrina Bush foi uma estratégia de política externa e segurança nacional adotada pelos Estados Unidos nos anos 2000, durante o governo de George W.Bush.
Essa abordagem foi implementada após os atentados de 11 de setembro, lançando uma ampla campanha internacional conhecida como “Guerra ao Terror”. Dentro dessa nova política, o governo norte-americano passou a classificar determinados países como ameaças não somente a sua segurança, mas também a segurança mundial.
O contexto da política antiterror
No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram um dos maiores atentados terroristas da história. Quatro aviões comerciais foram sequestrados, sendo que dois deles colidiram contra as duas torres do World Trade Center, em Nova York, um dos centros comerciais mais movimentados do mundo.
O terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Já o quarto avião caiu próximo a cidade de Pittsburg após revolta de passageiros contra o sequestrador e seu provável alvo seria a Casa Branca ou o Capitólio.
Os ataques foram atribuídos ao grupo terrorista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden. Na época a organização possuía bases no Afeganistão, país governado pelo regime Talibã.
Créditos da imagem: https://jornalismorio.espm.br/geral/o-lado-b-do-11-de-setembro/Quem foi Osama Bin Laden
Osama Bin Laden nasceu em 1957, na Arábia Saudita. Seu pai, Mohammed Bin Laden era empresário do ramo de construção civil e mantinha uma relação próxima com a família real saudita, especialmente o rei.
Em 1980, o líder da Al-Qaeda participou ativamente na luta dos afegãos contra a ocupação soviética na região e além de financiar os combatentes, também lutou como militar no conflito. Tais fatores o levaram a ser considerado, à época, uma figura de resistência afegã.
O militante saudita manifestou duras críticas ao governo do seu país de origem e a presença de militares norte-americanos no Oriente Médio. Por conta de suas visões ditas publicamente e por conspirar contra a monarquia saudita, sua cidadania foi revogada no início da década de 1990.
Anos depois, ele fundou a Al-Qaeda, que foi responsável pelos ataques de 11 de setembro, mas também por dois atentados a embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1988. Nesse contexto, Bin Laden se tornou o homem mais procurado do mundo entre 2001 e 2011.
Créditos da imagem: https://www.amazon.com.br/Osama-Bin-Laden-Sean-Price/dp/1432932217A materialização da teoria
Um dos principais pontos dessa política foi a guerra preventiva, ou seja, a possibilidade de os Estados Unidos realizarem ataques preventivos contra potenciais inimigos. Essa ação também defendia que o país poderia agir militarmente mesmo sem o apoio de aliados ou de organizações internacionais como a ONU.
Dentro dessa lógica, o presidente George W. Bush passou a classificar alguns países como ameaças à segurança internacional. Em 2002, utilizou a expressão “eixo do mal” para se referir aos seguintes países:
- Coreia do Norte
- Irã
- Iraque
A expressão “eixo do mal” faz referência a dois momentos históricos: o eixo Berlim-Roma na Segunda Guerra Mundial e o termo “império do mal”, foi utilizado pelo governo Ronald Reagan para se referir à União Soviética durante a Guerra Fria.
Créditos: https://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2002/iraque/eixo_do_mal.shtmlPosteriormente, Cuba, Líbia e Síria também foram incluídas nessa classificação.
Aplicação de ofensivas e Resultados Geopolíticos
Os Estados Unidos exigiram que o governo afegão entregasse Osama Bin Laden e desarticulasse as bases da Al-Qaeda. A partir da recusa do Talibã, as tropas dos Estados Unidos e Reino Unido iniciaram uma ofensiva militar contra o Afeganistão em outubro de 2001, com o apoio da Aliança do Norte, grupo que se opunha ao regime talibã. A intervenção culminou na queda do grupo governante do Talibã e a instauração de um novo governo aliado aos Estados Unidos. Esse episódio marcou o início das intervenções militares associadas à Guerra ao Terror.




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